| |
|

.Aves - Ema - Rhea americana
Classe: Aves;
ordem: Rheiformes; família: Rheidae;
gênero: Rhea

Esta ave
brasileira, não voadora, é a que desenvolve a
maior velocidade nas corridas, cerca de 60km/h.
No mundo, só perde para o avestruz que alcança
os 80km/h. No Brasil, ocorrem três subespécies
da ema:
- Rhea
americana americana (quase extinta)
que habita os cerrados e a caatinga; a
redução da população desta
subespécie foi agravada pela fome
generalizada no Nordeste brasileiro, onde
foi caçada pelo homem para
alimentação.
- Rhea
americana intermedia, um pouco maior
que as outras e com maior população
atual; ocorre nos Estados de Goiás, Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul e está
praticamente extinta no Rio Grande do
Sul;
- Rhea
americana albescens que habita o
Sudoeste do Centro-Oeste brasileiro, Sul
da Bolívia e Norte da Argentina.
Os
principais fatores que levaram à diminuição
das populações das emas foram a destruição do
habitat natural (cedendo lugar para a
agropecuária); a caça para alimentação e para
a proteção das plantações, e os
atropelamentos.
Os
agricultores não vêem a ema com bons olhos; ela
gosta de se alimentar dos tenros brotos e das
sementes enterradas; ao lado do Parque Nacional
das Emas, GO, é comum vê-las (junto com os
veados) saírem da área protegida para se
alimentarem nas plantações contaminadas com
agrotóxicos que, ingeridos, comprometem a saúde
do animal e a de sua prole. Por outro lado,
os pecuaristas consideram esta ave útil por se
alimentarem de pequenas serpentes além de
carrapatos e moscas que parasitam o gado.
São
animais onívoros e sua dieta é composta de
gramíneas, leguminosas e pequenos animais como
cobras, ratos, lagartos e insetos.
São aves
rústicas que sobrevivem à seca; por outro lado,
não suportam grandes períodos de chuvas pois
suas penas não são impermeáveis e o excesso de
umidade pode ser fatal para os filhotes. Em
algumas regiões, as emas são capturadas e têm
suas penas arrancadas para a fabricação de
adornos, espanadores e adereços para fantasias
de carnaval; a coleta das penas ocorre a cada 10
meses.
Na fase
reprodutiva, com a elevação da taxa de
hormônios, os machos se separam dos grandes
bandos e sofrem transformações morfológicas e
comportamentais. Nesta fase, ocorre a formação
dos haréns que podem ser compostos por até 9
fêmeas. Na disputa entre os machos destacam-se
as vocalizações, os saltos, as exibições das
asas e do pescoço, ataques e expulsões.
Muitas
vezes o território do harém é diferente
do território do ninho, os quais são defendidos
pelo macho. É ele quem prepara o único ninho
onde todas as suas fêmeas botam os
ovos; após a postura, enquanto o macho fica
chocando os ovos, as fêmeas deslocam-se para se
agruparem e passarem por mais uma fase de
formação de harém, com outro macho e botarem
noutro ninho. As fêmeas se acasalam com três
machos diferentes e colocam em cada ninho de 4 a
5 ovos. Este sistema de acasalamento chama-se
poligínico-poliândrico.
Alguns ovos
ficam gorados e exalam forte cheiro quando
rompida a sua casca. O odor atrai grande
quantidade de insetos que formam a primeira fonte
de nutrientes para os filhotes. Estes já nascem
com a agilidade necessária para ficar distante
da mãe, pouco carinhosa e que pode matá-los.
Com duas semanas de idade, as eminhas alcançam
meio metro de altura, sem contar o pescoço.
Ficha
| Altura |
até 2m |
| Peso |
até 36kg |
| Incubação |
39 a 42 dias |
| Número de filhotes |
até 15 ovos (por fêmea) |
| Hábito Alimentar |
onívoro, diurno |
| Alimentação |
Folhas, brotos, sementes,
insetos e pequenas serpentes e animais |
------------
[AVES] [Araraúna] [Ema] [Tucano-toco]
[PRINCIPAL] [MAMÍFEROS] [RÉPTEIS]
[ANFÍBIOS] [AVES] [PEIXES]
[E-MAIL] [BIBLIOGRAFIA] [HOME]]
|
|
|